Aos seus vinte e três anos, Danilo vivia bem segundo seus padrões, era tolerante com os hábitos alheios e considerava-se tão normal quanto todas as pessoas de uma grande metrópole.
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Um cara normal - CONTO
Aos seus vinte e três anos, Danilo vivia bem segundo seus padrões, era tolerante com os hábitos alheios e considerava-se tão normal quanto todas as pessoas de uma grande metrópole.
quarta-feira, 23 de julho de 2008
O prazer de fazer.
quinta-feira, 22 de maio de 2008
Dez Mandamentos do Marketing Pessoal
2. Confiança - Inspirar confiança, refletida pelas atitudes
3. Visão - Sugerir pequenas mudanças, a princípio
4. Espírito de equipe - Oferecer ajuda; ser solícito, altruísta
5. Maturidade - Solucionar conflitos sem provocar outros
6. Integridade - Ser ambicioso sem prejudicar alguém
7. Visibilidade - Oferecer-se primeiro, sem ser intruso, abusado
8. Empatia - Elogiar e reconhecer o trabalho dos outros
9. Otimismo - Acreditar, apesar das dificuldades, e agir
10. Paciência - Não querer tudo pra ontem (carreira)
E o seu marketing pessoal, como anda? Já parou pra pensar? Aonde você quer chegar?
Por Newton Alexandria, baseado em matéria de Max Gehringer, no Fantástico.
sexta-feira, 11 de abril de 2008
Necessidade
Escrevo para me conhecer; escrevo com que aprendo e aprendo com que escrevo. Quando leio meus escritos vejo um pedaço de mim no papel, do meu cérebro. Não escrevo para as pessoas, mas sobretudo sobre as pessoas, sobre o cotidiano, observando aqui e ali. Não invento nada, as histórias já estão prontas, meu trabalho é editá-las e contá-las, cruzar e fundir fatos, características humanas, misturar.
Quanto a obter sucesso escrevendo, não cabe somente a mim descobrir, até porque o coitado do escritor luta com dois elementos terríveis, o público que lê o livro pra aprender e mantém a obra, e o crítico que a julga e algumas vezes a desabona, exigindo que o livro seja fiel às suas idéias e pense como ele.
O que sei e que posso afirmar vivamente é que escrever se tornou pra mim, a partir de dado momento, naturalmente imperativo, principalmente por necessidade e prazer. Não o decidi do nada.
Desde os oitos anos, na contramão da maioria dos meus irmãos e colegas, comecei a ler, e instintivamente, previa que, cedo ou tarde, me valeria desse gosto para escrever.
Como começou exatamente não recordo, mas lembro de devorar livros didáticos de histórias infantis de autores como Ruth Rocha, Cecília Meireles e Fernando Sabino.
Quando descobri as letras, as palavras, os rabiscos, os desenhos... passava horas a fio escrevendo, rabiscando no chão molhado depois da chuva, nos cadernos, e eram palavras, na maioria das vezes, soltas, sem nexo, pelo simples prazer de manejar gravetos e lápis e assistir o que isso produzia, imaginando do alto da minha infância como é que não tinha descoberto tudo aquilo antes. Antes, ao ver meus irmãos indo à escola, não via a hora de chegar a minha vez.
Tinha – e tenho – verdadeira fascinação pelas palavras; a cada descoberta de uma nova me sentia deleitado, corria ao dicionário pra ver seu significado e na primeira oportunidade a usava, o que suscitava em certas pessoas mal-estar e reclamações de que eu gostava de falar difícil. Não obstante, corrigia sem pestanejar qualquer que pronunciasse uma palavra errada, embora advertido severamente pelos mais velhos de que “isso não se faz, falta de educação”. Até perceber, no começo da adolescência, que por isso, as pessoas me viam mais como vilão, enxerido e prepotente do que como defensor do português correto.
Por outras e principalmente por esta, me sentia um estranho no ninho, assim acabava recorrendo aos livros para, além de ser mais inteligente, fugir dos problemas, perturbações, companhias desagradáveis e fúteis, etc.
Nem preciso dizer o que o advento da internet com a necessidade de uma comunicação mais ágil e rápida através do internetês, a princípio me causou. Agora lido melhor porque sei que essa linguagem suprimida e codificada veio pra ficar, embora evite usar muito pra não viciar e me prejudicar em ocasiões que exijam o uso da linguagem tradicional e formal.
Outro fator que a internet trouxe foi os blogs, onde todos escrevem e colocam suas opiniões, o que para alguns pode significar o fim da literatura. De minha parte, acredito que cada um escreve o que lhe dá na telha e que esse caldeirão de idéias, criações e tendências convergirá para uma nova literatura, mas sem o fim do livro, do impresso. O que irá restar e ter espaço são os que têm fundamento, que sustentem a vontade de ler e satisfaçam a curiosidade que traz o conhecimento sólido. Todos os demais cairão por terra e restará uma literatura mais depurada. Enquanto isso, vou escrevendo, sem grandes pretensões, me tornando cada vez mais íntimo dos meus personagens a ponto de conhecer suas verdades. E se o fato de escrever me trouxer alguma notoriedade e amigos, serão bem-vindos, porque solidão e anonimato são das mais tristes coisas deste mundo.
Um dia publico algo.
PLANO DE NEGÓCIOS

Introdução à entrevista anexa ao plano de negócios elaborado sob exigência acadêmica e requisito do banco à lan house para financiamento.
MATRIX
RELOADED LAN HOUSE
UMA CONVERSA FRANCA COM O SÓCIO-GERENTE DA EMPRESA, AGNALDO MOREIRA, SOBRE O PROJETO INICIAL, O ANDAMENTO DO NEGÓCIO, OS DESAFIOS FUTUROS E COMO ELE VÊ O MERCADO E SEUS CONCORRENTES
A Matrix Reloaded Lan House pode até não estar tão confortavelmente no mercado e isso se deve, principalmente as contas do investimento inicial. Mas os seus sócios têm muita vontade de trabalhar, de crescer e, para tanto, sempre estão ligados nas novidades e tendências do mercado de informática.
As instalações são adequadas ao gosto dos adolescentes, seu principal alvo. Foi ali que o sócio-gerente recebeu o universitário Newton Alexandria, da Equipe Os Vanguardistas, graduando do curso de Gestão em Marketing da Faculdade de Tecnologia Fundetec, para esta entrevista, pontapé inicial do Plano de Negócios, exigência da referida faculdade e tão importante para clarear a visão a respeito da empresa. Vestido casualmente, Agnaldo Moreira, respondia com serenidade às perguntas, enquanto atendia com ar de bom anfitrião os clientes que chegavam à empresa.
Esta é a primeira vez que a empresa é objeto de estudo, até porque é uma empresa praticamente recém-nascida - tem três meses -, ainda assim, é destaque entre os concorrentes do bairro, como afirmado pelos sócios e conferido pelos organizadores do Plano de Negócios, por levar a sério o jargão popular: "Um olho no peixe, outro no gato".
quinta-feira, 10 de abril de 2008
Carta à família

Fevereiro de 2008.
Saudações fraternas,
Somos outros. As experiências vividas por cada um de nós, aqui e aí, serviram para nos transformar em outras pessoas. Não sou o mesmo que saiu daí naquele final de janeiro de 2000, tampouco vocês, cada um com sua bagagem pessoal, espiritual, cultural. E tomara que tenhamos amadurecido e mudado para melhor, assim acredito!
Não choro nem consigo decifrar qual o sentimento que me vem ao coração quando recordo de todos. A saudade já não dói tanto, porque me parece que o tempo, a realidade, o dia-a-dia me fizeram acostumar e aceitá-la. Contudo, o que sei é que não vejo a hora de chegar o final deste ano, pra que eu bote os pés em solo paraense. Dessa vez vai!(rs)
Quase uma década se passou; tal como as pessoas tudo por aí mudou: os cenários, as casas, as ruas, enfim, a geografia, a atmosfera agora são outras. A Maracanã de outrora já não existe mais, e tenho uma grande curiosidade de ver essa nova cidade.
Chega um momento em que crescemos e passamos a assistir aos outros crescerem. Quero (re)ver as crianças na minha partida que agora são adultos, pais, mães, precoces, conscientes ou não. Conhecer sobrinhos que vieram ao mundo – oito anos, uma vida. Conceber as transformações através das marcas e rugas nos rostos das pessoas, avós, tios, sobrinhos e até vizinhos, e principalmente os irmãos e a mamãe – o tempo é mesmo implacável.
Nas minhas divagações até imagino encontrar tudo como quando vim: o Pedrinho ainda inho, a Chrisna tão tenra e pueril, a mamãe sem as amarguras da menopausa, o Neném estreando na adolescência, o Fabrício com seu sinal facial menos evidente, a Adriana sem os traumas da apendicite, a vovó às voltas com o Fernando - ainda não tão marginalizado -, com o vovô e com seus filhos invejáveis, e assim por diante. Mas sei que o tempo e as transformações, principalmente das pessoas, escorrem por entre os dedos sem termos como controlá-las, moldá-las pra que dêem bons frutos. E é pena que o tempo não volte pra fazermos certos reparos, o que nos resta é fazer o presente melhor. Refiro-me especialmente ao Fernando, que cheguei a acreditar que, embora já fosse um garoto-problema, tivesse jeito.
Pra compensar, existem pessoas que nos deram mais alegria ao longo desses anos, pras quais quero direcionar algumas palavras, como:
– O Fabrício: Sei que você está trabalhando como professor na Nova Brasília, uma das mais nobres profissões, onde se tem a oportunidade de transferir conhecimento mutuamente, influenciar as pessoas a conhecerem e verem novas possibilidades. Um trabalho que, ao contrário do que alguns pensam, envolve muita responsabilidade, comprometimento, principalmente lá, inclusive por se um vilarejo longe da cidade, há um déficit enorme de aprendizagem dos alunos.
Médicos, advogados, engenheiros... todos passaram pelas mãos de um professor.
No meu rol de pessoas inesquecíveis estão as professoras do ensino fundamental, sempre pastoreando atenciosas a mim e a todo o rebanho, e assim
espero que você se torne para os teus alunos – especial e inesquecível –, bem como que você se recicle, que procure se aperfeiçoar a cada dia e, se for do teu gosto, que continue os estudos e até chegue dentro da área a patamares maiores.
Às vezes escolhemos anos a fio a vida que queremos levar, e, de repente, a vida (lugar, carreira, pessoas, etc) é que nos escolhe, e quando isso acontece temos que adequar nossos sonhos a ela.
Sucesso nessa empreitada. Tô na torcida!
– O para sempre Neném: Não esqueci de você não, moleque! Naturalmente você cresceu, não deve estar barbado, porque afinal somos de uma família de pintos pelados, no entanto a imagem que me vem à cabeça quando lembro de você é a daquele garoto de quando vim, que adorava sair descamisado, sol a pino, você e os teus pares perambulando pelos igarapés, jogando bolinha de gude ou futebol na várzea em frente à casa do Xanto. Não deixa de ser uma nostalgia boa. Agora acho bom que esteja mais recluso do sol.
A mamãe falou alguma coisa sobre exame, forças armadas a teu respeito. É isso aí, vai pra cima, não desista! Se algo não deu certo, se uma porta se fechou, não significa que tudo vai dar errado e todas vão se fechar. À frente Deus pode ter preparado coisa melhor, quando nos damos a enxergar. E o dia que eu souber que você esmoreceu, não vou esmorecer também, mas vou ficar muito triste. Somos de uma safra especial, campeão, não esqueça. Avante!
– A Adriana: Carinho e admiração são palavras que melhor simbolizam meus sentimentos por você. Nos deu esses sobrinhos bonitos e saudáveis que, torço, nos darão muito orgulho. Serviu de mãe postiça na época que a mamãe e o papai se separaram e quando a mamãe foi morar em Magalhães Barata. Segurou a barra, num tempo em que nem imaginava ter o quinteto – cinco tá bom (rs). E cumpriria muito bem a função por mais tempo se fosse necessário, assim como cumpre hoje. Arrisco dizer que esta seja tua maior vocação – o papel maior e primeiro dado por Deus a uma mulher. Assim como à mamãe, te considero uma leoa, porque não deve ser fácil cuidar, não de um, mas de cinco filhos. A mim que sou homem e devia culturalmente ser mais corajoso assusta ter e educar filho por estes tempos em que vivemos.
Falou em Adriana lembrou de Pablo, Chrisna, Pedrinho, Nicolas e Poliana. Estudem, não fiquem tanto na rua, expostos ao sol, escutem os pais de vocês. Conheço pelas fotos os dois últimos, mas tenho o mesmo carinho por todos. Dos primeiros, só boas lembranças. A vocês meu carinho e um beijo no coração!
Ao Branco, obrigado por cuidar bem das nossas crianças.
– O papai: Sinto dizer, pai, que uma de minhas maiores tristezas é o seu alcoolismo, que quando leio algo a respeito ou quando vejo algum bebum pela rua, me parte o coração. Não digo isso pra deixá-lo triste, porque tristeza já basta a minha, a nossa, de seus filhos, mas, sobretudo porque, apesar de saber que não é fácil largar um vício que o acompanha há muitos anos, ainda tenho esperanças que um dia o senhor se liberte dele. Nem por isso nem por qualquer outro motivo deixo de admirá-lo e agradecê-lo por tudo que fez por mim, por nós. Quanto sacrifício fez pra levar o básico pra casa quando não tínhamos de quem esperar, senão do senhor.
Sei da situação que atravessa e faço, fazemos o possível que posso, podemos pra ajudá-lo. Espero que entenda que tenho minhas ocupações, compromissos como faculdade e outros cursos, que a vida aqui não é fácil como alguns pensam, o custo de vida é o dobro do daí e que nem sempre dá pra mandar a ajuda que queremos, mas fique confiante que dias melhores virão.
Sou eternamente agradecido por tudo, e um dia lhe darei maiores provas disso.
– A mamãe: Qualquer coisa que eu diga sobre essa mulher é insuficiente e clichê. A senhora é um ser que, por mais que eu fosse acometido da mais indigna amnésia, não conseguiria esquecê-la, porque estamos ligados eternamente, desde o princípio, através de uma escolha: a de Deus.
Não escreveu mais, né? É, Dona Creuza, ainda esperamos notícias suas e de seus filhos e netos queridos.
Quando crianças somos protegidos, repreendidos, alguns mimados demais, outros menosprezados, enfim, criados por pais que na maioria das vezes encaramos como heróis. Aí o tempo passa, a gente cresce e passamos a enxergar além das qualidades os defeitos, acordamos e percebemos que nossos pais não são a Mulher Maravilha e o Super-Homem e que são suscetíveis aos erros mais crassos da vida, que são comuns a toda gente. O que quero dizer, pai, mãe, é que vocês erraram, ainda erram, nos decepcionaram e ainda decepcionam, nos magoaram e quiçá ainda nos magoarão, mas o amor sobrenatural por vocês sempre sobressai e vence.
Antes que esqueça, lembrança pra Cristina, pro Hélio e pros seus três mocetões, que, aliás, salvo a Dhully, me decepcionaram por não terem passado de ano. Espero que cheguem longe.
E o vovô e a vovó, como estão? Fala pra vovó que trate de ficar firme e forte aí pra quando eu chegar.
Pelo amor de Deus, Vó, já enfrentou tanta pedreira, não vai amarelar agora! Saúde e energia pra ambos por mais um século, pelo menos.
Por hora o que tenho a compartilhar com vocês são estas humildes linhas que encerro com votos de muita saúde, paz, perseverança, amor e união, tanto aí quanto aqui.
Um puta abraço em todos!
Newton Alexandria
sexta-feira, 4 de abril de 2008
O que vai acontecer com esse moleque?
...
No ônibus sentiu que a timidez que até então reinava em sua vida teria de dar lugar ao descaramento. Teria de pedir comida, trabalho, dormida, mesmo pra dormir na rua do lado dos mendigos. Não descartou esta hipótese.
– Vou confiar na tua história. Me pareceu sincero pela quantidade de detalhes, e acredito que não seria capaz de inventar um enredo assim. É difícil eu me enganar com as pessoas. E aquelas que conseguem, não é por muito tempo. Você começa a trabalhar agora. Preciso de gente lá na cozinha e alguém pra servir aqui. Onde você prefere? Ou você pode revezar, ficar aqui e lá dentro também.
– Tudo bem – O que mais poderia dizer? Assentiu, quase inaudível. Cada palavra do dono do restaurante equivalia, em sua mente, a um “obrigado, Deus!”
Continuou Seu Estevão falando – Com relação à dormida, em casa você não fica – fez uma pausa mortal – Mas, como gostei de você, vou te dar mais um voto de confiança. Afinal, não quero ver empregado meu dormindo pelas calçadas. Tem uma pensão no próximo quarteirão, cento e vinte o mês – Sacou um bolo de notas do bolso, extraiu três – Toma. Vai ficando lá até arrumar coisa melhor.
Embora não visse o comerciante como um anjo encarava aquela situação como uma intervenção divina. Acalentava o rosário diminuto e simples que a mãe lhe dera como se fosse o próprio menino Jesus. Tirou-o do bolso da camisa, beijou-o, levantou as mãos e o olhar pros céus e voltou pra dentro do restaurante a cortar os legumes.
Era um apartamento no terceiro andar de um prédio modesto de cinco. O barulho de fora deu lugar à tranqüilidade da sua cidadezinha. Mal o proprietário lhe apresentou as dependências, pegou a toalha, jogou a mochila no seu quinhão de um armário ordinário, passou a chave e correu pro banheiro. Meteu a mão na maçaneta, estava ocupado. Em cinco, seis minutos saiu, cheirando a sabonete infantil um rapaz esguio, moreno, crânio achatado dos lados, proferindo um monossílabo com sotaque diferente. Achou surreal tomar banho de chuveiro em pé dentro de uma banheira.
Era verão. A cidade da garoa mais parecia ter-se mudado para o litoral. Apenas um calção. A chuva da manhã não aliviou o mormaço. Em segundos roncava.
A mãe morta, o velório pronto, tomou todas as providências, uma sensação de perda devastadora, vizinhos e parentes acompanhando em lágrimas o cortejo fúnebre, o enterro; um verdadeiro martírio para ele. De repente acordou, passou a mão nos olhos aquosos... sorriu. Experimentou, em questão de segundos, duas sensações extremamente opostas: a dor de ter perdido a mãe e o profundo alívio de saber que tudo não passava de um maldito sonho. “Será que é mau presságio?” De novo o medo, que lhe fez dar um pulo da cama. O prédio, a rua sem eletricidade aumentaram seu remorso. Moradores de rua faziam fogueiras. Um lhe pediu um cigarro. “Não fumo”. Apertou o passo. Passava pouco das quatro da manhã.
– Calma, menino! O que aconteceu? Por que não me ligou quando chegou? Quase me mata de preocupação. Estava acordada pensando em você.
“Não suportaria perder minha mãe tão repentinamente como perdi meu avô pra um infarto”, pensou ao sentir um calafrio.
– Sonhei que a senhora tinha morrido, velório, cortejo, enterro. Foi terrível! Pulei da cama e corri pro orelhão pra ver se estava tudo bem.
– Onde você está? Onde arrumou dinheiro?
Nicolau contou pra mãe, então, toda a história que já conhecemos.
©2008 Newton Alexandria
